sexta-feira, 21 de setembro de 2012

As Relíquias dos Deuses - Capítulo 20 - Aquilo que ele desconhece

"We must stand up and fight cause this love is not a game to me, we'll survive" (Girl on Fire - Arshad)

Semideuses e bruxos olharam para trás. Atrás deles, um homem de estatura mediana os encarava, sorrindo. Seus dentes eram pontiagudos e desiguais, mas brancos. Sua pele era pálida e marcada por arranhões e hematomas que o faziam parecer ainda mais terrível. A íris de seus olhos era vermelha, e sua pupila, dourada. Raios pareciam dançar em seus olhos, sua boca era rachada e suas unhas, enegrecidas. Os cabelos do homem eram longos, negros e oleosos e pareciam ser feitos de arame farpado. Ele usava uma camisa de malha grossa preta com tachas prateadas no abdômen, e a calça da mesma malha preta. Botas de couro e uma longa capa negra completava o visual, sem contar o cinto onde uma varinha jazia. A aparência total era assustadora.
XxX: Chegaram perto, não é mesmo? Deem-me as relíquias, e terão uma morte rápida e indolor. Neguem-me o que agora me pertence, e serão torturados até a morte. O que preferem? - A voz do homem era rascante, ameaçadora.
Selena: Q-Quem é você? - Selena perguntou, tentando ganhar tempo.
XxX: Ora, quem sou eu? Sou aquele qui provocat di immortales, sou o mais poderoso, sou o Dominus fatis. Mas você, mocinha... - Ele acariciou a bochecha da corvinal, para depois lhe dar um tapa. - Pode me chamar de Galbatorix.
O nome pareceu bem assustador vindo do mago. O grupo em Missão começou a se levantar lentamente, Nick agarrando fortemente o elmo.
Galbatorix: Vamos, deem-me as relíquias. - Selena e Nick negaram com a cabeça. - Então, será do modo mais difícil. - Galbatorix sacou a varinha e movimentou-a.
Joe: Protego! - O feitiço de Joe impediu que o do mago machucasse alguém, mas Galbatorix apenas sorriu.
Galbatorix: Parece que meus alvos só sabem fazer feitiços verb... - Tarde demais. Com um aceno de varinha, Kevin acertou Galbatorix no abdômen, fazendo o mago ficar atordoado por uns instantes. Kevin e seus amigos se entreolharam, chegando em um acordo mudo: Selena, Miley, Logan e Nick tentariam descobrir como retirar a essência do mago das relíquias, enquanto os outros mantinham ele ocupado. - E então, quem quer ser o primeiro a morrer? - Danielle, Joe, Demi, Kevin e os Taylors deram um passo à frente. - Excelente. - Joe e Demi criaram um campo de proteção na frente dos que ficaram cuidando das relíquias, por meio de um feitiço. Houve uma pausa um tanto dramática, antes da Taylor pegar uma flecha, ajustá-la e mandá-la em direção à testa de Galbatorix. A flecha acertou o alvo, mas não fez muito além de simplesmente criar um machucado e voltar para a aljava da filha de Apolo. Galbatorix lançou um "Crucio" na garota, Kevin tentou impedir, mas tudo que conseguiu foi cair como se tivesse sido atingido por um "Estupefaça", mas não deixou sua varinha sair de sua mão. Os gritos da filha de Apolo eram dolorosos; o Taylor correu, aproveitando a distração do mago, passou sua espada por seu pescoço, o que deixou Galbatorix atordoado.
Kevin: Expelliarmus! - A varinha de Galbatorix foi parar na mão do lufano, e o Taylor o cotovelou entre suas costelas, paralisando-o sob seus braços.
Galbatorix: Não pensem que sairão ilesos disso aqui, jovens. - Galbatorix ameaçou. Seus olhos se fecharam, e ele começou a murmurar coisas, obviamente enfraquecendo conforme ia murmurando, mas ele não parecia surpreso com isso, muito menos abalado.

Enquanto isso, atrás do campo de proteção criado por Joe e Demi; Selena, Logan, Miley e Nick começavam a ligar os pontos. Talvez, só talvez, Galbatorix desconhecesse a união, o amor. Logan e Miley já haviam ouvido falar sobre isso no Acampamento, sobre um herói que recusou a imortalidade pela pessoa amada. Selena e Nick sabiam que a falta de amor foi o que fez Tom Riddle se tornar Voldemort, e todos haviam percebido que não havia sinal de humanidade neles, nem em Galbatorix, nem em Voldemort. Porque um humano precisa da presença de outros ao seu redor, precisa de amor, precisa se sentir bem. E quando não há isso, a pessoa se torna muito menos humana. Porque essa é a natureza das coisas, porque não vale a pena viver sem amor ou sem amizade, muito menos viver para sempre sem isso, mas quando você não percebe o valor dessas coisas, quando não as sente, você se perde em meio à outras, menos importantes, mas que te fazem sentir mais poderoso. Porque o sentimento de segurança que o amor dá, o poder reproduz falsamente, mas o suficiente para acreditar que você será feliz sendo mais poderoso do que as pessoas ao seu redor.
Miley: É isso, temos que colocar o que faz de nós humanos dentro das relíquias. É o oposto do que Galbatorix fez, não é?
Nick: Sim, mas... como? Não há nenhum feitiço desse tipo.
Logan: Eu não faço a  menor ideia de como fazer isso, está além do poder dos semideuses.
Selena: Talvez nenhum dos nossos feitiços possa fazer isso. - Pela primeira vez, Selena não estava mais nervosa. Não tão nervosa quanto antes, ao menos.
Logan: No que você está pensando?
Selena: As coisas nunca acontecem por acaso. Há um poema élfico sobre amor, amizade e seus valores. Eu achei muito bonito, e acabei memorizando. Os elfos disseram que a magia também pode ser criada na língua natal deles, e só é necessário energia o suficiente para reproduzir o encantamento.
Miley: Eu lembro desse poema. Quer dizer, se nós o recitarmos... - Selena assentiu.
Selena: Deem as mãos. - Ela mandou, sendo obedecida rapidamente. Todas as relíquias estavam alinhadas no mesmo plano, o raio-mestre no centro, em um lado o tridente de Poseidon e no outro o elmo das trevas. - Logan e Nick, quando eu e Miley terminarmos o poema, golpeiem as relíquias com a espada e a varinha, certo? - Os garotos assentiram.
Miley e Selena começaram a recitar o poema, concentradas, falando calma e claramente. Ironicamente - ou não -, Galbatorix começou a se contorcer, mas isso não o desconcentrou. As relíquias pareciam estar queimando, refletindo a luz do sol fortemente. Quando Miley e Selena terminaram o poema, Logan "abriu" sua espada e Nick sacou sua varinha. Eles golpearam as relíquias com suas "armas".
Os raios de luz solar que se refletiam nos objetos golpeados formaram um círculo de feixes de luz apontando para o céu. Um trovão ribombou ao longe e formas negras e dispersas começaram a se dissolver das relíquias para o nada. Galbatorix urrou, se contorcendo, seu corpo se desfazendo, porém o sorriso em sua face dizia que ainda não estava acabado. Não ainda.
 Um enorme dragão com corpo de serpente veio se arrastando por entre as árvores. Ele tinha grandes asas e suas escamas iluminadas pelo sol pareciam duras como titânio. Ninguém se arriscou a olhá-lo mais acima, pois entenderam que, se olhassem, paralizariam. Um drakon. O Drakon de Lídia.

Continua...
*Como sou uma pessoa nada criativa pra nomes, usei o nome do rei Galbatorix de Ciclo da Herança mesmo y.y
*Qui provocat di immortales = Aquele que desafiou os deuses. Dominus fatis = Senhor do Destino. Desculpem se houver algo errado, a maior parte do meu latim ainda é via Google Tradutor.
*Desculpem-me pelo blah blah blah idiota meu em que eu tentei dar uma de filosofa.

Um comentário: